Notícia
Gisele Bicaletto
- Publicado em
16-10-2026
13:00
Estudo avalia percepção de cuidadores sobre ocupações infantis
Investigar a percepção dos cuidadores sobre a participação de crianças em suas ocupações cotidianas no contexto da intervenção precoce, buscando compreender como elas participam das atividades diárias e como suas famílias percebem essa atuação. Este é o objetivo central de uma pesquisa de mestrado realizada no Programa de Pós-Graduação em Terapia Ocupacional (PPGTO) da UFSCar. O estudo convida voluntários do estado de São Paulo para responderem questionário sobre o tema.
O projeto é conduzido pela pesquisadora Heloise Peres de Oliveira, sob orientação de Patrícia Carla de Souza Della Barba, docente do Departamento de Terapia Ocupacional (DTO) da UFSCar. Oliveira descreve que o desenvolvimento infantil acontece também nas experiências do cotidiano. "Participar das atividades da família possibilita que a criança exerça diferentes papéis, desenvolva autonomia, estabeleça relações, faça escolhas, resolva problemas e tenha oportunidades de aprender em situações que fazem sentido para sua vida", relata. No caso das crianças com atraso no desenvolvimento, a pesquisadora expõe que essas oportunidades de participação podem ser especialmente importantes. "Mais do que desenvolver uma habilidade de forma isolada, é importante que a criança consiga usar aquilo que aprende em situações reais e significativas", acrescenta Oliveira.
Um dos diferenciais do estudo é justamente colocar os cuidadores no centro da discussão sobre a participação da criança. "A pesquisa não busca apenas identificar quais habilidades a criança possui, ou não. Ela procura compreender como a criança participa de suas ocupações no cotidiano a partir do olhar de quem vivencia essa rotina com ela", detalha. De acordo com a pesquisadora, conhecer a percepção dos cuidadores é importante porque são eles que acompanham de perto a rotina da criança e conseguem identificar como ela participa das atividades do cotidiano. "Além disso, a participação da criança não acontece apenas durante as terapias. Ela acontece principalmente nos contextos reais de vida: em casa, na escola, na comunidade e junto à família. Ouvir os cuidadores permite compreender essa participação de forma mais ampla e próxima da realidade da criança e de sua família", define Oliveira.
Além disso, fora do espaço terapêutico, os cuidadores são parceiros fundamentais porque estão presentes nos diferentes momentos da rotina. O terapeuta atua na identificação de necessidades, no planejamento da intervenção e na construção de estratégias junto à família. "O objetivo não é transformar os cuidadores em 'terapeutas', mas fortalecer sua participação e reconhecer seus conhecimentos sobre a criança, construindo estratégias que possam ser incorporadas naturalmente ao cotidiano", aponta a mestranda sobre o objetivo do estudo.
A partir dos levantamentos da pesquisa, a proposta é contribuir para ampliar a compreensão sobre a importância de olhar para a criança para além das habilidades trabalhadas individualmente nas terapias, considerando também o que ela faz, onde faz, com quem participa e como essa participação acontece em sua vida cotidiana. "Futuramente, esses conhecimentos poderão contribuir para o planejamento de intervenções mais centradas na família, na participação e nos contextos reais de vida da criança, além de auxiliar terapeutas e outros profissionais na definição de objetivos terapêuticos que tenham maior relação com o cotidiano", conclui Heloise de Oliveira.
Voluntários
Para realizar o projeto são convidadas pessoas, a partir de 18 anos, que sejam o(a) principal cuidador(a) de uma criança com idade, entre 3 anos e 5 anos e 11 meses, com diagnóstico clínico ou atraso no neurodesenvolvimento e que esteja em acompanhamento terapêutico ou participe de serviços de intervenção precoce. Os participantes devem residir no estado de São Paulo e precisam apenas responder a este questionário eletrônico, disponível até o final de dezembro de 2026. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 00066026.0.0000.5504). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail toheloiseperes@gmail.com.
O projeto é conduzido pela pesquisadora Heloise Peres de Oliveira, sob orientação de Patrícia Carla de Souza Della Barba, docente do Departamento de Terapia Ocupacional (DTO) da UFSCar. Oliveira descreve que o desenvolvimento infantil acontece também nas experiências do cotidiano. "Participar das atividades da família possibilita que a criança exerça diferentes papéis, desenvolva autonomia, estabeleça relações, faça escolhas, resolva problemas e tenha oportunidades de aprender em situações que fazem sentido para sua vida", relata. No caso das crianças com atraso no desenvolvimento, a pesquisadora expõe que essas oportunidades de participação podem ser especialmente importantes. "Mais do que desenvolver uma habilidade de forma isolada, é importante que a criança consiga usar aquilo que aprende em situações reais e significativas", acrescenta Oliveira.
Um dos diferenciais do estudo é justamente colocar os cuidadores no centro da discussão sobre a participação da criança. "A pesquisa não busca apenas identificar quais habilidades a criança possui, ou não. Ela procura compreender como a criança participa de suas ocupações no cotidiano a partir do olhar de quem vivencia essa rotina com ela", detalha. De acordo com a pesquisadora, conhecer a percepção dos cuidadores é importante porque são eles que acompanham de perto a rotina da criança e conseguem identificar como ela participa das atividades do cotidiano. "Além disso, a participação da criança não acontece apenas durante as terapias. Ela acontece principalmente nos contextos reais de vida: em casa, na escola, na comunidade e junto à família. Ouvir os cuidadores permite compreender essa participação de forma mais ampla e próxima da realidade da criança e de sua família", define Oliveira.
Além disso, fora do espaço terapêutico, os cuidadores são parceiros fundamentais porque estão presentes nos diferentes momentos da rotina. O terapeuta atua na identificação de necessidades, no planejamento da intervenção e na construção de estratégias junto à família. "O objetivo não é transformar os cuidadores em 'terapeutas', mas fortalecer sua participação e reconhecer seus conhecimentos sobre a criança, construindo estratégias que possam ser incorporadas naturalmente ao cotidiano", aponta a mestranda sobre o objetivo do estudo.
A partir dos levantamentos da pesquisa, a proposta é contribuir para ampliar a compreensão sobre a importância de olhar para a criança para além das habilidades trabalhadas individualmente nas terapias, considerando também o que ela faz, onde faz, com quem participa e como essa participação acontece em sua vida cotidiana. "Futuramente, esses conhecimentos poderão contribuir para o planejamento de intervenções mais centradas na família, na participação e nos contextos reais de vida da criança, além de auxiliar terapeutas e outros profissionais na definição de objetivos terapêuticos que tenham maior relação com o cotidiano", conclui Heloise de Oliveira.
Voluntários
Para realizar o projeto são convidadas pessoas, a partir de 18 anos, que sejam o(a) principal cuidador(a) de uma criança com idade, entre 3 anos e 5 anos e 11 meses, com diagnóstico clínico ou atraso no neurodesenvolvimento e que esteja em acompanhamento terapêutico ou participe de serviços de intervenção precoce. Os participantes devem residir no estado de São Paulo e precisam apenas responder a este questionário eletrônico, disponível até o final de dezembro de 2026. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 00066026.0.0000.5504). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail toheloiseperes@gmail.com.